Athletico mantém tradição de apostar na recuperação de atletas em baixa

  • Por GloboEsporte.com
  • 05/05/2020 às 14:50
  • Nacional
Foto: Giuliano Gomes/ PR PRESS

Foto: Giuliano Gomes/ PR PRESS

Entre investir uma fortuna em um jogador no auge e gastar pouco para tentar recuperar um jogador em baixa, o Athletico costuma escolher a segunda opção. O atacante Walter - que negocia com o clube - é o último exemplo. A lista, porém, também tem nomes como Washington, Adriano Imperador e Carlos Alberto.

Sem gastar milhões de reais (ou de dólares), o Athletico tem a tradição de contratar jogadores que têm qualidade, mas que estão longe da melhor fase. Em alguns casos, os resultados são positivos. Em outros, porém, são negativos ou, digamos, discretos. Confira o balanço:

Exemplo de sucesso

O atacante Washington talvez seja o melhor exemplo de uma recuperação bem sucedida. O "Coração valente" estava parado por problemas no coração. Em 2003, o clube decidiu contratá-lo e pagar todo o tratamento. O atacante deu a volta por cima e brilhou no ano seguinte.

Washington marcou incríveis 34 gols no Brasileirão - é, até hoje, o recorde de gols em uma mesma edição do campeonato. O Furacão terminou com o vice, atrás do Santos. Depois, Washington ainda jogou - em alto nível - por clubes como São Paulo e Fluminense.

Decepção com o Imperador

O Athletico surpreendeu ao contratar Adriano em 2014. O Imperador não jogava desde 2012, pelo Corinthians, mas o Furacão apostou na recuperação dele. O atacante assinou um contrato de produtividade com salário perto dos R$ 100 mil. A notícia, claro, rodou o mundo.

O Athletico teve um destaque - talvez inédito na história do clube - na imprensa internacional. Mas, dentro de campo, Adriano disputou apenas quatro jogos e marcou um gol. Depois, o atacante só teve uma rápida passagem pelo futebol dos EUA. Atualmente, está sem clube.

Foto: Athletico

Outros exemplos

Washington e Adriano Imperador são os maiores exemplos - um positivo e um negativo - dessa filosofia do Athletico de tentar recuperar jogadores. Mas o clube tem dezenas de outros exemplos. O elenco atual tem dois deles: o lateral-direito Jonathan e o volante Wellington.

Jonathan estava encostado no Fluminense. E Wellington, no Vasco. Eles sofriam com lesões e praticamente não jogavam. O Athletico apostou na recuperação, e a dupla teve participação nas conquistas recentes, como a Copa Sul-Americana de 2018 e a Copa do Brasil de 2019.

Contratado em baixa, Carlos Alberto chegou na mesma época de Jonathan, mas não correspondeu. Ele sofreu três lesões em sete meses, disputou 10 jogos e saiu após ser flagrado na balada. Marcou "apenas" um gol, no 3 a 2 sobre a Universidad Católica, pela Libertadores de 2017.

Aspirantes como laboratório

O Athletico adotou os aspirantes em 2013 e passou a usar o time para tentar recuperar alguns jogadores. Em 2018, o clube contratou Pierre e Emerson. A dupla ajudou o clube a conquistar o título estadual, mas não convenceu a diretoria de que merecia renovar. Em 2019, o Athletico tentou promover a volta por cima de Marquinho. Ele contribuiu para o bicampeonato, mas também saiu após o campeonato.

Reforços de peso?

Apesar de historicamente preferir investimentos de baixo custo, o Athletico faz algumas contratações milionárias. O lateral-esquerdo Abner e o zagueiro Felipe Aguilar - são os reforços mais caros da história rubro-negra: R$ 10 milhões cada um. Mas eles são exceções.

O grupo atual é formado basicamente por crias do próprio CT do Caju (Santos, Khellven, Lucas Halter, Vitinho e Pedrinho) ou por contratações econômicas (Thiago Heleno, Bambu, Léo Cittadini, Fernando Canesin, Marquinhos Gabriel e Nikão, além dos já citados Jonathan e Wellington).